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Em Nome de Deus, O Misericordioso, O Misericordiador

O Profeta Muhammad

Meca (Makkah) já era sagrada quando Muhammad nasceu, no ano de 570 dC, conhecido como “ano de elefantes”. Meca recebia peregrinos de todo o quadrante da Península Arábica, devido à Kaabah - cubo (santuário reedificado pelo Abrão e Ismael, seu primogênito), junto da qual haviam 360 deuses, na forma de estatuetas; um para cada dia do ano solar. Com a influência da presença das comunidades judaicas na Arábia, a adoração dos deuses tornou-se uma ideia tão impregnada entre árabes.

 

Muhammad nasceu já órfão, nessa cidade, pois seu pai, Abdullah, morrera quando Ámina, sua esposa, ainda estava – aproximadamente 3 meses - grávida, de seu único filho, Muhammad. Diz-se que nessa época os árabes viviam na ignorância total, praticavam todo o tipo de crimes, enterravam suas filhas vivas, como forma de se livrarem da vergonha social, pois, a mulher constituia uma vergonha na sociedade árabe, por se julgar ser inferior ao homem, posto que não podia montar no cavalo e lutar, nem podia se sustentar.

 

O sistema legislativo era unilateral em tribos independentes. As leis tribais valiam somente dentro de si mesma, onde se um matasse, seria morto também. Mas, se um de outra tribo cometesse homicídio, a retaliação era matar inúmeras pessoas da sua tribo. Isso conduziu à formação de megatribos (várias tribos aliadas). Décadas depois, surgiu uma megatribo chamada “Quraysh”, composta por 7 clãs mais nobres da época, incluindo o clã “Hashimita”, onde Muhammad pertencia.                                    

                                 

Quraysh centralizou todos os meios comercias e rendas de peregrinos a Kaabah para si; implantou um sistema de“crédito caloteiro”, em que a pessoa pegava o crédito e teria de pagar juros de 100%. Como garantia, deixava um membro da sua família (preferivelmente filha ou esposa). Se a pessoa falhasse de pagar no tempo determinado, a garantia virava escravo, (caso fosse mulher, melhor ainda, porque tornava-se escrava prostituta, para sempre). E se o endividado liquidasse sua dívida, ganhava um escravo em recompensa. Mas se um não tivesse quem penhorar, ele mesmo era a garantia, o futuro escravo.

 

Quando Muhammad nasceu foi entregue a uma ama beduina de nome Halima, da tribo al-Saãd, Segundo o costume, a fim de “crescer forte” e dominar o Árabe puro. Sua mãe faleceu quando ele tinha 6 anos de idade, sendo levado pelo seu avô, Abdul Mut-talib, que também morreu quando ele tinha 8 anos de idade. Depois foi levado pelo seu tio paterno, Abu Tálib, um exportador e dono de caravanas que tivera  se tornado líder do clã Hashmita, sucedendo o seu falecido pai, Abdul Mut-talib. Uma parte de sua adolescência, Muhammad passou a pastorear ovelhas, em troca de uma renda honesta. Ainda adolescente, uma vez acompanhou a caravana de seu tio, Abdul ut-talib, a Síria, onde se encontrou com um monge cristão, de nome Bahira, que se aproximou do menino, devido alguns sinais que tivera observado, como sacerdote.

 

Ao verificar um dos ombros do menino, constatou um selo, escrito “Muhammadun Rassulul-lah, Muhammad é o Mensageiro de Deus”. Logo depois, o monge procurou pelo tutor do menino e o alertou que cuidasse dele longe dos politeístas de Meca; pois, se descobrissem o matariam imediatamente. Aos 20 anos, Muhammad aliou-se a um movimento pacifista, “Hilf al Fudhul – aliança pela paz”, que tinha como objetivo proteger os fracos quando estivessem em perigo.

 

Apesar de meios de diversão acessíveis na cidade, Muhammad jamais participou em eventos de práticas indecentes, nem dos serviços dedicados aos deuses implantados ao redor e dentro da Kaãbah. Ao invés, seguiu um padrão simples da vida social, anelando-se ao isolamento. Muhammad ganhou o título de “al Amin – o depositário fidedigno” e “al Sadiq – o verídico”, e foi adotado como árbitro imparcial. As pessoas costuvamam depositar seus bens junto dele. Aos 25 anos de idade, sua reputação atraiu uma proposta da Khadijah, uma viúva de 40 anos de idade, em casamento.

 

Com 15 anos mais novo que ela, realizou o seu primeiro casamento, e teve todos seus filhos com ela. Pouco antes dos 40 anos de idade, Muhammad criou o costume de passar dias em retiro, em uma caverna chamada “Hirá”, em Meca, onde meditava. Passado algum tempo, começou a ver acontecimentos, no sonho, que ao amanhecer se realizava exatamente o que vera na noite anterior. No mês de Ramadan do ano 610 dC, quando Muhammad tinha 40 anos de idade, e enquanto meditava naquela caverna, apareceu-lhe o arcanjo “Gabriel – Espírito Santo”, que lhe ordenou a recitar.

 

Uma vez iletrado, Muhammad respondeu que não sabia ler. Após três vezes de insistência do arcanjo, tendo recebido a mesma resposta, na quarta vez o Gabriel recitou: “Lê, em nome do teu Senhor Que criou! Criou o homem de algo pegajoso! Lê, que o teu Senhor é Generosíssimo! Que ensinou através do cálamo (caneta)! Ensinou ao homem o que este não sabia!” Assim se deu o início da revelação do Alcorão a Muhammad. Sem saber o que estava acontecendo, Muhammad saíu correndo, cheio de medo e com febre. Chegando em casa, sua esposa que o cobrisse, devido ao forte frio que sentia. Após ter recuperado, contou o sucedido à sua espeosa, que esta, após ter-lhe tranquilizado, o acompanhou a um primo seu - um perito cristão de nome “Uaraqa Ibn Naufal” - a fim de que este os explicasse do que se parecia tal acontecimento.

 

Segundo o que sabia dos ensinamentos da Torá e do Evangelho, Uaraqa disse que Muhammad tivera visto o mesmo Espírito que tivera sido enviado para Moisés e Jesus, e que Muhammad seria expluso da sua própria cidade, pelo seu povo; ao que ele replicou: “Eles chegarão ao ponto de me expulsar da cidade?” Uaraqa respondeu que sim; pois, jamais houve profeta algum que não fosse expulso da sua cidade pelo seu próprio povo. Dali em diante, Muhammad receberia continuamente a visita do arcanjo Gabriel; e mediante as circunstâncias, o Alcorão ia sendo revelado.